quarta-feira, 9 de julho de 2014

QUEM FOI FRIDA KAHLO



"Magdalena Carmen Frida Kahlo y Calderon nasceu em 06 de julho de 1907 em Coyocan, México. Filha de um famoso fotógrafo judeu-alemão e de mãe mestiça, ela foi uma patriota comunista e revolucionária. 

Sua vida foi repleta de histórias de superação e sofrimento, que foram retratados em sua obra e a tornaram uma das maiores pintoras do século.


Sua primeira tragédia acontece quando ela tinha apenas seis anos: ela teve poliomelite, ficou com pés atrofiados e uma perna mais fina que a outra.


Com dezoito anos Frida estudava medicina na primeira turma feminina da escola Preparatória Nacional. Então, no dia 17 de setembro de 1925 ela e seu noivo Alejandro Goméz Arias, sofreram um grave acidente de ônibus que a deixou a beira da morte. Transpassada por uma barra de ferro pelo abdômen e sofrendo múltiplas fraturas, inclusive na coluna vertebral. Foram necessárias 35 cirurgias e mesmo depois da recuperação ela teria complicações por causa do acidente pelo resto de sua vida.

Durante o período de recuperação surgiu a pintora: Frida fez seu primeiro auto-retrato dedicado a Alejandro que a havia abandonado: “Auto-retrato com vestido de Terciopelo”. 

Dois anos depois do acidente, Frida leva seus quadros a Diego Rivera, um famoso pintor da época que ela conhecera quando freqüentava a Escola Preparatória Nacional em 1922. Esse encontro resultou no amor de ambos e na revelação da artista.

Em 1929 eles se casam, Frida então com 22 anos e Rivera com 43, dando início a um relacionamento dos mais extravagantes da história da arte. 

Em 1930 Frida engravida e sofre seu primeiro aborto, ficando muito abalada pela impossibilidade de levar adiante uma gravidez devido a seu estado de saúde delicado. 

No mesmo ano, com limitações e tendo que usar freqüentemente um colete de gesso, Frida acompanha Diego em suas viagens aos EUA revelando seu talento para o resto do mundo e encantando a todos com seu jeito irreverente e único.

Em 1932 ela sofre seu segundo aborto sendo hospitalizada em Detroit (EUA), e sua mãe morre de câncer no dia 15 de setembro do mesmo ano. Em 1934 o casal volta ao México, mas Frida sofre novo aborto e tem os dedos do pé direito amputados. 

O relacionamento com Rivera piora e ele começa a traí-la com sua irmã mais nova: Cristina. No ano seguinte Frida e Rivera se separam e Frida conhece o escultor Isamu Noguchi com quem tem um caso, mas logo ela e Rivera se reconciliam e voltam a morar juntos no México.

Em 1937, Frida conhece Leon Trotski que se refugia em sua casa em Coyoacan junto com a esposa Natalia Sedova. Trotski foi seu mais famoso caso de amor.

Em 1938 ela conhece André Breton, famoso escritor e poeta surrealista, que se encanta por sua obra e lhe apresenta Julian Levy, colecionador e dono de uma galeria em Nova York, responsável por organizar a primeira exposição individual de Frida, em 1939.

A exposição foi sucesso absoluto e ela logo estava realizando exposições em Paris, onde conheceu grandes artistas como: Pablo Picasso, Kandinsky, Marcel Duchamp, Paul Eluard e Max Ernst. Frida foi a primeira pintora mexicana a ter um de seus quadros expostos no Museu do Louvre, mas foi apenas em 1953, um ano antes de sua morte, que ela consegue realizar uma exposição de suas obras na Cidade do México.

Ainda em 1939 Frida e Diego se separam novamente, desta vez oficialmente, mas voltam a se casar em 8 de dezembro do ano seguinte.

Em 1941 ela e Diego mudam-se para a “Casa Azul”, hoje um museu em sua homenagem. 

Em 1942 ela começa a escrever seu famoso diário onde escreve sobre todas as suas dores e pensamentos em um emaranhado de textos propositadamente sobrepostos, cheio de ilustrações e cores.

De 1942 a 1950 Frida é eleita membro do Seminário de Cultura do México, passa a dar aulas na escola de arte “La Esmeralda”.

Com o quadro “Moisés”, Frida ganha o Prêmio Nacional de Pintura concedido pelo Ministério da Cultura do México. Nesse período ela também é obrigada a fazer mais de seis cirurgias e usar um colete de ferro que quase a impede de respirar.

Em agosto de 1953 ela tem sua perna amputada na altura do joelho devido a uma gangrena. 

Ela costumava dizer: “...a tragédia é o mais ridículo que há...” e “...nada vale mais do que a risada...” .

Mas sua condição delicada não a impediu de participar, mesmo em uma cadeira de rodas de uma manifestação contra a intervenção norte-americana na Guatemala em 1954.

Na noite de 13 de julho daquele mesmo ano Frida Kahlo é encontrada morta em seu leito. 


Para saber mais acesse: http://www.infoescola.com/biografias/frida-kahlo/

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