terça-feira, 11 de março de 2014

MULHERES QUE FIZERAM HISTÓRIA - MARIE CURIE



Marie Curie, numa época onde apenas os homens iam a universidade, descobriu um elemento químico e iniciou uma verdadeira revolução no meio científico.


Maria Sklodowska nasceu em 7 de setembro de 1867 em Varsóvia, Polônia, filha de um professor de física e matemática (Wladyslaw Sklodowski) e uma cantora, pianista e professora (Bronsilawa Boguska) 

Sempre encorajada pelo pai a se interessar pela ciência, Marie termina os estudos aos 15 anos e passa a trabalhar como professora particular.

Se muda para Paris em 1891, aos 24 anos, para continuar seus estudos. 

Licenciou-se em primeiro lugar em Ciências Matemáticas e Física na Universidade de Sorbonne. Tornou-se depois a primeira mulher a lecionar nessa universidade quando da morte de seu marido em 1906.

Em 1894 ela conhece o professor Pierre Curie com o qual se casa no ano seguinte, passando então a ser chamada de Madame Curie. 

Na época Pierre trabalhava no Laboratório de Física e Química Industrial no qual trabalhariam juntos mais tarde.


Em 1898, após ter sua primeira filha, Irene (que também ganhou um prêmio Nobel de química em 1935), Marie Curie inicia seus estudos sobre a radioatividade que Henry Becquerel havia descoberto dois anos antes. 

As pesquisas realizadas por Marie Curie com a ajuda de seu marido Pierre levaram a descoberta de dois novos elementos químicos: o POLÔNIO, que ganhou este nome em homenagem ao país natal de Marie, e o RÁDIO.

Em 1903, Marie finalmente defende sua tese e obtém o título de doutora pela Sourbonne, tornando-se a primeira mulher a receber o título nesta universidade. 

No final do mesmo ano, Marie e Pierre Curie recebem o prêmio Nobel de física pela descoberta dos dois elementos químicos junto com Becquerel, que foi o primeiro a estudar o fenômeno. 

Após a morte de seu marido em 1906, Marie continua a estudar a radioatividade, principalmente suas aplicações terapêuticas e, em 1911, recebe outro prêmio Nobel, desta vez em química, por suas pesquisas com o rádio, tornando-se a primeira pessoa até então, a ganhar duas vezes o prêmio Nobel.

Durante a Primeira Guerra Mundial, ela propôs o uso da radiografia móvel para o tratamento de soldados feridos.

Foi a fundadora do Instituto de Rádio, em Paris, onde se formaram cientistas de importância reconhecida.

Em 1922 tornou-se membro associado livre da Academia de Medicina.

Em 4 de julho de 1934 Marie falece devido a uma leucemia causada pela exposição maciça aos elementos radioativos durante seu trabalho.

Sua filha mais velha, Irène Joliot-Curie recebeu pela mãe o segundo Prêmio Nobel de Química em 1935.

Seu livro "Radioactivité" é considerado um dos documentos fundadores dos estudos relacionados com a radioatividade clássica.

Sua filha Éve Curie escreveu a mais famosa das biografias da cientista: "Madame Curie", no Brasil.

O elemento 96 da Tabela Periódica (Cúrio, símbolo Cm), foi batizado em homenagem ao casal Curie.



Fontes: http://www.infoescola.com/biografias/marie-curie/

http://www.explicatorium.com/Marie-Curie.php

















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