sábado, 28 de maio de 2011

Gandhi e o Sal

Vou copiar um trecho do livro "Os botões de Napoleão" que achei interessante:

"Em 1923, quase um século depois que a Grã-Bretanha o revogara para seus próprios cidadãos, o imposto sobre o sal foi duplicado na Índia. Em março de 1930, Gandhi e uma dúzia de adeptos iniciaram uma marcha de quase 400km até a cidadezinha de Dandi, na costa noroeste do país. Milhares de pessoas foram se juntando à sua peregrinação, e quando ao litoral começaram a colher incrustações de sal da praia, a ferver água do mar e a vender o sal que produziam. Outros milhares passaram também a violar as leis do sal. O produto ilegal começou a ser vendido em aldeias e cidades de toda a Índia e era frequentemente confiscado pela polícia. Os partidários de Gandhi eram muitas vezes brutalmente tratados pela polícia, e milhares foram presos. Outros milhares tomaram seus lugares e passaram a fazer sal. Seguiram-se greves, boicotes e demonstrações de protesto. No mês de março do ano seguinte, as leis draconianas sobre o sal em vigor na Índia haviam sido modificadas: as pessoas foram autorizadas a colher sal ou fabricá-lo a partir das fontes disponíveis no lugar em que moravam e a vendê-lo a outros morados de sua aldeia. Embora um imposto comercial continuasse em vigor, o monopólio sobre o sal do governo britânico fora rompido. A idéia de desobediência civil não violenta de Gandhi havia se provado eficaz, e estavam contados os dias do Raj britânico."

Ou seja, podemos reivindicar nossos direitos e a justiça de maneira pacífica, persistente e consistente. Para isso precisamos educar e orientar as novas gerações, ensinar valores como ética e moral que hoje estão distorcidos. Educação é tudo !

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