segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Ô Máquina do Tempo

Hoje bateu o saudosismo. Saudades de casa, da infância em Sampa: ô Jaçanã!
Vamos lá: quem não se lembrar que atire a primeira pedra ahahhahahaha:

No meu tempo, a gente brincava no quintal, subia em árvore, fazia fogueira e fazia sopinha de azedinha.
Sobremesa era salada de fruta com guaraná, gelatina colorida e gelinho de chá. Refrigerante? Só quando tinha festa: coca-cola na garrafinha de vidro (e a gente colecionava a tampinha com figurinhas Disney), tubaína e groselha.
Goiabada cascão, geléia de morango e doce de ameixa amarela feitos em casa. Mel escuro, doce de batata-doce enrolado no açúcar cristal (eu fazia bonequinhos e espetava cravo pra fazer os olhinhos). Cocada de coco passado na plaina, pipoca doce de groselha caramelizada.
Feijoada feita na caçarola, frango depenado em casa. Manjuba frita com ova nas quarta-feiras na volta da feira.
Ludo, resta um, pingue e pongue, fofolete, o cheiro da feira da Liberdade, dobraduras, disquinhos da Disney e da Família Barbapapa, ioio, figurinhas. Brincar de cabaninha de índio, de casinha na árvore, de casinha de boneca. Colecionava platinado velho que meu pai trocava do carro. Ele tinha um brinquedo do tempo dele que eu adorava brincar (não lembro o nome, mas era parecido com macbras), eram placas de metal coloridos e furados nas laterais pra gente montar prédios com os parafusos e porcas pequenininhas.
Uma vez por semana vinha o tiozinho na combi vender doce japonês e minha vó deixava eu entrar e escolher os que eu queria.
Dormia de um jeito que nunca mais dormi na vida, sentindo o cheiro do incenso queimado das orações que minha avó fazia para os ancestrais e uma segurança que nunca mais senti na vida. Adormecia ouvindo ao longe o som da estrada, dos caminhões passando ao longe, o silêncio da escuridão, o som do vento nos galhos, o cheiro da terra molhada.
Brincava caçando insetos, tirava água do poço, montava ratoeira. Passava as férias em Serra Negra andando a cavalo.
Balinhas de cevada Sonksen, bambolê, Atari, tamanquinhos Francesinha, festa junina de rua, coleção Moranguinho, o Feijãozinho eu tenho até hoje. Sem contar os bichinhos feitos em casa pela mãe, pelas avós, as roupinhas das bonecas e dos bichinhos. Adorava um cachorrinho molenguinha que acabou queimado quando foi posto pra secar na lampada de uma aquário...
Lápis de cor e canetinhas, Aquaplay, pega-varetas.
Assistia a Princesa Safiri, Heidi, Sitio do Pica Pau Amarelo, Fantomas, Pica Pau, Papa-Léguas...
Lia as historinhas da Stella Carr, a coleção da editora Ática, gibis da Monica...

Sinto falta da minha família toda reunida, antes de alguns partirem, antes de alguns brigarem e se separarem pra sempre. Dos almoços e dos natais cheios de gente (a gente reclamava mas era bom demais), dos primos pequenos esperando o Papai Noel.
Eu queria voltar naquele tempo, mas com a cabeça de hoje, porque não aproveitei tudo que podia. Brincaria ainda mais, riria muito mais e não desgrudaria nem um minuto das pessoas que amo tanto e que ja se foram...me censuraria menos, me criticaria menos, ousaria mais, aceitaria mais as pessoas como elas são e teria sido mais flexível.
No meio dessas lembranças, acabei encontrando aqui um blog que me ajudou muito a relembrar minha linda e mágica infância.
Desejo a todos uma boa semana ! Bjs,
Mi

2 comentários:

  1. Olá! Simplesmente amei esta postagem! Saudades " Ah q/ saudades que eu tenho
    da minha Infância querida
    que os dias não tradzem mais..."
    Bjs: Carol do blogcarolcarneiro.blogspot.com
    Depois passa lá!

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  2. Ô Carol, bom saber q tb sentes saudades dessa fase tão querida, q infeliz/ não volta mais...Vou postar mais assim q puder. Bbjs,
    Mi

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