quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Junto ou Separado?

As vezes, ficar longe pode ser a melhor forma de continuar junto. Contraditório, mas pode funcionar.
Sempre me pergunto porque no Brasil os filhos demoram tanto pra sair da casa dos pais. Nos EUA (me corrijam se estiver errada), os jovens saem de casa mais cedo, vão estudar em outros lugares, só veem os pais no Dia de Ação de Graças, no Natal, no casamento...
Quem será que está certo, eles ou nós? Talvez o meio termo funcionasse bem.
Aqui vejo casos clássicos de parasitismo: filhos com mais de 30 anos morando com os pais e sem nenhuma perspectiva de mudança: são adultos mas se comportam como bebes, não sabem decidir nada sozinhos.
Acho que lá os filhos são criados para o mundo, e aqui pra cuidar dos pais quando velhos? Será que é por isso que os pais aqui cobram tanto a atenção dos filhos? (e vice e versa?)
Acho tão estranho, porque não moro mais com eles, mas moro perto. Estou sempre por perto mas não cobro a presença deles: quando não estão, quando saem, acho até bom, prefiro que tenham vida própria. Mas quando eles tentam ligar e não me encontram, ficam ressentidos, como se eu tivesse que estar à disposição deles 24h por dia. Mas se eu ligar a tarde e acordar um dos dois...o bicho pega. Então, como vou adivinhar se é pra ligar ou não? Sinto que, nesses casos, ser filho de americanos deve ser menos complicado: eles sabem que não podem contar com a gente e a gente também sabe que tem que se virar sozinho. Pode dar uma certa insegurança, admito que talvez não esteja tão preparada pra esse tipo de separação, mas evitaria muitos problemas. De qualquer forma, obrigatoriamente o distanciamento ocorrerá, não pela dúvida do título, mas por ocasião do trabalho mesmo. Será uma distância forçada, mas penso por vezes que pode ser bom, pra mim e pra eles, um amadurecimento...um aprendizado ! Só o tempo dirá se foi melhor ou não. Volto daqui uns meses com minhas impressões...

Um comentário: